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Mais uma importante etapa na trajetória de desenvolvimento do Rugby em Cadeira de Rodas brasileiro foi cumprida, na última semana. Entre quarta (12) e sexta-feira (14), a modalidade fez sua estreia nas Paralímpiadas Escolares. O evento, organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), é o maior do tipo em todo o mundo para crianças com deficiência em idade escolar.

Foto: Wander Roberto/CPB
Nesta edição, as Paralimpíadas Escolares reuniram mais de dois mil atletas, com idade entre 11 e 18 anos, das 27 unidades da federação, divididos em 15 modalidades (atletismo, basquete 3×3 em cadeira de rodas, futebol de cegos, goalball, halterofilismo, taekwondo, tênis em cadeira de rodas, rugby em cadeira de rodas, natação, vôlei sentado, futebol PC, judô, badminton, tênis de mesa e bocha)
No Rugby em Cadeira de Rodas, três estados foram representados nesta primeira edição como parte do programa: São Paulo, Distrito Federal e Paraíba. Os três foram, justamente, os primeiros estados a receberem as Escolinhas de Rugby, projeto implementado a partir de 2023 pela Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (ABRC), em parceria com o CPB e os Centros de Referência Paralímpicos espalhados pelo Brasil.
“É uma felicidade muito grande ver essas crianças e adolescentes jogando aqui. E tendo a oportunidade de participarem, muitas vezes, da primeira competição deles. Isso tudo é fruto de um trabalho da ABRC, em parceria com o CPB e os Centros de Referência, já que sem as escolinhas nos estados não seria possível começar a modalidade nas Paralimpíadas Escolares. Espero que essa seja a primeira de muitas edições e que tenhamos mais estados participando em breve”, declarou José Higino, presidente da ABRC.
Para a estreia da modalidade no programa das Paralimpíadas Escolares, foram realizadas algumas adaptações nas regras oficiais, adequando a modalidade para a idade dos praticantes e ao número de atletas inscritos. Algumas destas adaptações foram o formato com três jogadores em cada equipe, a quadra com dimensões reduzidas, além do tempo de duração mais curto das partidas.
O torneio visa oportunizar a jovens atletas a experiência de disputarem uma competição oficial de âmbito nacional, revelando e mapeando futuros talentos do esporte. Além disso, visa proporcionar um espaço seguro de inclusão, aprendizado e para troca de experiências entre os participantes.
“Achei uma experiência incrível. No treino é bem diferente do jogo e eu aprendi bastante coisa jogando pela primeira vez. Também conheci muitas pessoas, muitos atletas do rugby e acabamos trocando muita informação e ensinamentos. Tem gente aqui da minha equipe que tem mais tempo do que eu e eu aprendi muita coisa com eles também”, comentou Victoria Carolina Almeida, de 16 anos, atleta da equipe de São Paulo.

“É muito diferente jogar com adultos e jogar com pessoas da nossa idade. Acho que fica mais igualitário. Foi uma energia muito boa. Participar com outros jovens nas Paralimpíadas Escolares foi muito legal. Espero que tenha mais vezes”, relatou Daniela Rodrigues, de 15 anos, jogadora do time do Distrito Federal.
A competição ainda proporcionou para alguns dos jovens atletas a oportunidade de conhecer o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, e vivenciar pela primeira vez a experiência de competir nas mais modernas instalações destinadas ao esporte paralímpico do Brasil.

“Estamos em um centro paralímpico que serve de referência mundial para todos os esportes paralímpicos e, para mim, é transformador praticar aquilo que você treina há mais de um ano. Colocar isso em prática não é simplesmente soltar o que você treinou, mas demonstra sua vontade e seu amor pelo esporte”, declarou Davi Rivaldo Lemos, de 14 anos, representante da Paraíba e que pela primeira vez compete fora de seu estado natal.
São Paulo fica com o título
Quando a bola subiu, as três equipes se enfrentaram em dois turnos, totalizando quatro partidas cada. O time de São Paulo mostrou sua força e não deu chances para os rivais, conquistando o título de forma invicta. Com isso, os paulistas gravam seus nomes na história como os primeiros campeões do Rugby em Cadeira de Rodas nas Paralimpíadas Escolares.
O Distrito Federal ficou com o vice-campeonato e a medalha de prata, seguido pela Paraíba, que completou o pódio com a medalha de bronze.
Classificação Final do Rugby CR nas Paralimpíadas Escolares 2025
Campeão: São Paulo
Vice-campeão: Distrito Federal
Medalha de Bronze: Paraíba
Assessoria de Comunicação da ABRC – Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (comunicacao@rugbiabrc.org.br)
O Rugby em Cadeira de Rodas conta o apoio da Coloplast e Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocínio da Caixa e Loterias Caixa.
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