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O Campeonato estreia em Brasília celebrando o protagonismo feminino e a conquista de espaço das mulheres no esporte paralímpico. As partidas acontecerão na Rede Sarah Lago Norte, entre os dias 20 e 24 de outubro, com a participação de 22 atletas divididas em três equipes, comandadas pelas técnicas Ana Ramkrapes, Beatriz Lucena e Analu Neres.

Na live transmitida, na última segunda-feira, pelo canal ABRC Rugby, o presidente da ABRC (Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas), José Higino, apresentou as treinadoras que estarão à frente do I Campeonato Brasileiro Feminino de Rugby em Cadeira de Rodas, que já enfrentaram o primeiro desafio de elencar, ao vivo, suas equipes. Como a modalidade ainda não conta com times exclusivos de mulheres, as inscrições foram individuais.
Desde o início da gestão Renova, em 2022, a ABRC vem ampliando o calendário de competições e incentivando a inclusão de mais atletas e profissionais na modalidade. Somente esse ano, já aconteceram a Copa Araguari e o Open de Hortolândia e, agora, o Brasileiro de Rugby 5, seguido do Brasileiro Feminino.
No tocante pauta feminina, um marco na história foi a primeira a participação de um time totalmente feminino no Campeonato Brasileiro de 2023, o que para José Higino, presidente da instituição, foi um passo em prol do crescimento do movimento levando, em 2024 a primeira participação do Brasil do Woman’s Cup na França.
“O I Brasileiro Feminino de Rugby em Cadeira de Rodas nasceu pelo fortalecimento do movimento feminino. Desde o início da gestão, fui procurado pelas atletas que reivindicavam uma maior abertura para a participação de mulheres na modalidade. Através do CETEFE, tivemos uma equipe 100% formada por mulheres em um campeonato Brasileiro, o que foi um marco e serviu para unir mais mulheres praticantes, e com as articulações delas, fizemos a primeira participação do Brasil em uma Copa do Mundo Feminina, na França”, explica Higino sobre a crescente do movimento.
O I Campeonato Brasileiro Feminino de Rugby em Cadeira de Rodas é uma realização da ABRC e da Rede Sarah Equipe Esportiva, com o apoio da Rede de Pesquisadoras Mulheres no Paradesporto, Comitê Paralímpico Brasileiro, Caixa e Loterias Caixa.
Campeonato Brasileiro Feminino de Rugby em Cadeira de Rodas destaca liderança de mulheres no esporte
O aumento da presença feminina no esporte é motivo de entusiasmo para a técnica Ana Ramkrapes, que celebra o novo momento do rugby em cadeira de rodas. “Por muito tempo me senti limitada, sem ter um coro para seguir nessa luta. Hoje, ver tantas mulheres envolvidas no rugby — não apenas como atletas, mas também como profissionais e líderes — é muito significativo”, afirma.
A mais experiente entre as técnicas do Campeonato Brasileiro Feminino, Ramkrapes é PhD em Fisiologia do Exercício, pesquisadora reconhecida internacionalmente, técnica do time Gigantes Quad Rugby e auxiliar técnica da Seleção Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas. No torneio, ela comandará o Time B, enfrentando em quadra Ana Neres (Time C) e Beatriz Lucena (Time A).
“É importante participar, competir, mas também é sobre entrar para performar, para ganhar”, reforça Ana.
Com uma carreira em ascensão, Beatriz Lucena também integra a comissão técnica da Seleção Brasileira. Aos 25 anos, foi técnica de duas estreias históricas: o time feminino do CETEFE, em 2023, e a Seleção Brasileira Feminina, na Women’s Cup 2024, na França.

“Agradeço à ABRC por investir nas mulheres no esporte e, principalmente, às atletas, que estão unidas, treinando mais e trazendo novas propostas. Essa dedicação foi essencial para que o Brasil representasse o país na França”, destaca Beatriz, que também integra a Rede de Pesquisadoras Mulheres no Paradesporto. Ela se orgulha, ainda, de acompanhar a evolução de atletas como Hanna Ribeiro e Nete Santos, hoje integrantes da Seleção Brasileira mista.
Com duas “adversárias” de peso, Analu Neres assume responsabilidade de liderar as atletas do Time C. “É um desafio, é um privilégio estar ao lado dessas feras aí. Sou nova no rugby, mas já é minha paixão”, comenta Analu, que atua na equipe do Sarah, onde trabalha há um ano na reabilitação. Essa será sua segunda experiência como técnica, após estrear no Regional Centro-Oeste. “É uma honra fazer parte dessa história e da luta das mulheres por espaço nesse esporte misto”, finaliza.
O rugby feminino no Brasil está em ascendência, não para menos, após o Brasileiro Feminino, está programada uma semana de treinos dedicados às mulheres, jovens e novos talentos, na Andef (Niterói-RJ).
Para Beatriz Lucena, o movimento brasileiro é uma referência e está otimista.
“Estamos fazendo ações à frente de outros países em favor do crescimento do rugby feminino. Um campeonato como esse terá papel fundamental para a divulgação da modalidade e para atrair novas atletas. O aumento de mulheres é uma das metas da WWR. Em 2028, nas Paralimpíadas, teremos sim mais atletas mulheres e estamos seguindo para que em 2032 tenhamos uma seleção feminina competitiva”, afirma Beatriz, que frisa a importância de aumentar as participantes e volume de tempo em quadra.
Confira os elencos
Time A – técnica Beatiz Lucena
Tatiane Oliveira de Souza (0.5)
Kamila Fernanda Reis Lisboa (1.5)
Daniela de Souza Rodrigues (2.5)
Jurema Braga de Medeiros (2.5)
Nancy Sirlene de Lacerda Vaz (2.5)
Geise Madureira Souza Alves (3.0)
Maria Aparecida de Souza (s/c)
Time B – técnica Ana Ramkrapes
Hanna Ribeiro (0.5)
Ruth Borges (1.0)
Andreza Batista dos Santos (2.0)
Agna Cruz (2.5)
Aline Alves Nogueira (2.5)
Micheli Moreira (2.5)
Renata Vieira Rubim (3.0)
Time C – técnica Analu Neres
Valéria Schmidt (0.5)
Raquel Reis Penha (0.5)
Cintia Sousa Mafra (2.0)
Nagela Costa Silva (2.0)
Karen Rodrigues e Oliveira (2.5)
Luana Karolaine Ferreira Cavalcanti (2.5)
Nete Santos Reis (3.5)
Assessoria de Comunicação da ABRC – Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas (comunicacao@rugbiabrc.org.br)
O Rugby em Cadeira de Rodas conta o apoio da Coloplast e Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocínio da Caixa e Loterias Caixa.
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