Agradecimento do Chefe de Missão Brasil x Colômbia
Prezados amigos e companheiros rugbeiros,
Às vezes temos muitas coisas pra contar, dizer, falar, mas nos falta tempo e até coragem. Estou me condicionando para não perder mais tempo em dizer como esse mundo é maravilhoso, como podemos construir e transformar. Como podemos fazer de nossas utopias uma meta a ser alcançada. Minha vida tem sido constituída de muitos “não”, mas também de muitos “sim”, mas o mais importante é saber aproveitar as oportunidades.
Em 1977 em uma luta de judô, cai e tive um traumatismo raque medular. O prognóstico era de uma vida sem graça, vegetativa e de poucas experiências. Depois de dois longos anos internado em um grande centro de reabilitação, contando com ajuda de muita gente e, em especial, da Sandra Peres e do eterno amigo Sergio Coelho, me tornei um dos melhores atletas do mundo no atletismo, conquistando nove medalhas paraolímpica. Comecei minha trajetória de atleta paraolímpico em 1982, em Halifax, no Canadá, e terminei minha missão em Barcelona, com o recorde mundial e paraolímpico em 1992.
Foram dez longos anos contribuindo com meu país de forma digna e grandiosa. Depois de dez anos movimentadissimos pensei que estava pronto pro descanso. Me enganei. Conheci o amigo e companheiro Matias costas, sonhador, desbravador, um verdadeiro guerreiro, que acreditava que para atingir seu objetivo precisava de um velho companheiro - ou um companheiro velho – com alguma experiência ou sei lá o que, mas um parceiro para dividir encantos e desencantos.
Em 2008, esse companheiro me apresentou o rugby em cadeira de rodas. O Brasil, através da ABRADECAR, já havia apresentado a modalidade aos brasileiros através dos jogos Mundiais realizados no Brasil. Mas só pensamos no rugby como uma modalidade organizada por uma entidade em 2008 e, sem desconsiderar as iniciativas passadas, foi somente nesta data que passamos a conhecer bem essa modalidade, nos apaixonamos e fundamos a Associação Brasileira de Rugby em Cadeira de Rodas – ABRC, onde fui convidado para ser o seu primeiro presidente. Mais uma gentileza de meus pares, sob forte influência do amigo Matias. E hoje, temos à frente da ABRC o nosso companheiro Eduardo Mayr, que abriu mão de continuar sendo atleta para que o rugby continuasse existindo.
Se eu pensava que meus anos de ganhador de medalhas já haviam terminado, me enganava. Em 2011 conseguimos a primeira medalha da modalidade Internacional nos Jogos Parapanamericano de Rugby em Cadeira de Rodas na Colômbia, o Brasil é bronze.
Nesse momento, deixo o apelo para que deixemos as nossas diferenças de lado e nos juntemos à equipe Brasileira nessa grande comemoração que se festeja hoje, mas que começou a ser construída no passado. Meu muito obrigado e carinho para os idealizadores, parceiros, colaboradores, profissionais, aos meus pares da diretoria executiva e da equipe do CPB, atletas e companheiros dessa grande família que constitui o Rugby Brasil.
Moysés Santana, Jefferson Maia, Valéria Santos Reis, Sheila Melo, Ricardo Prates, Davi Chaves, Humberto Assis, Mateus Campana, Carlos Sigmaringa, Gabriel Mayr, Erinaldo Chagas (Pit), Marcos Santos (Mudinho), Pierre, Hanna, Carol, Marcos Teixeira, Professor Gorla, dirigentes do clubes filiados, clubes que não são mais filiados, Edmar Fragoso, Edmilson Ferreira, André Veloso, André Arruda, as Psicólogas Rosana Brandão e Maria Lucia Geloski, Flávia Albuguergue, Dorothy, Luiz Claudio Pontes, toda equipe de classificação, toda equipe de Arbitragem, Toda equipe de Saúde,em fim todos aqueles que de forma direta e indireta deram sua contribuição. Valeu e muito obrigado!
Luiz Claudio Pereira
Vice-Presidente Administrativo do CPB
1 Comentário Publicado
-
Imara Reis — 19/12/2011 @ 01:15 am
Boa noite, eu, há tempos, estou tentando localizar uma amiga, que fez parte do nosso grupo de teatro o Laboratória da Universidade Federal Fluminense e que se chama Maria Lucia
Geloski. Vc teria o contato dela? Ou assaria o meu pra ela?
muito obrigada
Imara